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Em Chapada dos Guimarães auditoria encontra divida na Prefeitura de quase dez milhões de reais

02:00 - 06/01/2017 por Redação

Como resultado dos 15 dias de intervenção em Chapada dos Guimarães, o Governo de Mato Grosso adiantou nesta quarta-feira (04.01) à nova prefeita do município, Thelma de Oliveira, assuntos que merecem imediata atenção neste começo de gestão.

O interventor Ciro Rodolpho Gonçalves, titular da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), explicou que resolveu antecipar os assuntos, antes da entrega do relatório consolidado da intervenção, prevista para acontecer na segunda-feira (09.01), devido à sua relevância para a adoção de medidas imediatas de gestão. 

“Entregamos à prefeita 12 anexos relevantes para este início cotidiano. São dados importantes para a atual gestão se programar, desde a folha dos servidores até o pagamento de fornecedores”, salienta Gonçalves.

Um dos assuntos é que o município tem R$ 9,6 milhões de restos a pagar, resultado da soma de R$ 4,3 milhões de despesas executadas relativas até o ano 2015 e R$ 5,3 milhões de despesas executadas em 2016.

Contudo, para honrar esses compromissos, a Prefeitura dispõe de R$ 4,6 milhões em caixa, sendo que R$ 2,3 milhões já estão comprometidos com o pagamento da folha salarial dos servidores municipais no dia 10 de janeiro.  “A dívida é o dobro do dinheiro que o município tem em caixa. Cabe ao atual gestor tomar medidas austeras para equalizar essa diferença”, ressalta o interventor.

Outro tema destacado pela intervenção é o quantitativo de contratos temporários da Prefeitura, que atualmente consome R$ 800 mil, dos R$ 2,3 milhões de despesas da folha salarial.

A intervenção acabou no último sábado (31.12), mas a produção do relatório deve ser finalizada até esta sexta-feira (06.01) para ser entregue na segunda-feira (09.01) ao governador de Mato Grosso, à Câmara Municipal e à nova prefeita. Caberá ao governador submeter o relatório ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para os devidos encaminhamentos.

A intervenção foi determinada no Decreto Estadual 770/2016 porque o TCE representou ao chefe do Poder Executivo Estadual que o município não concluiu a prestação de contas do exercício de 2015, o que ensejou a emissão de parecer prévio negativo.  

Durante os trabalhos, a equipe de intervenção conseguiu arrecadar o balanço anual consolidado e seus anexos. “A intervenção não fez juízo se o dinheiro público foi aplicado corretamente ou não. Limitou-se à demonstração do uso dos recursos públicos a fim de dar transparência à prestação de contas. A avaliação da qualidade do gasto caberá ao TCE e à Câmara Municipal”, salienta o interventor.

Ainda no sentido de proporcionar transparência das condições fiscais do município, a equipe da CGE-MT também se dedicou aos dados de 2016. Foram arrecadados os balancetes físicos e publicados os Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREOs) e os Relatórios de Gestão Fiscal (RGFs) do período de janeiro a novembro de 2016.

Os documentos de dezembro têm até o final de janeiro para serem apresentados. “Até então, nenhum balancete mensal de 2016 havia sido entregue ao TCE e à Câmara de Vereadores, e tão pouco publicados os relatórios impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, argumenta Ciro Gonçalves.

Durante os 15 dias de intervenção, foi garantida a continuidade de serviços essenciais, como abastecimento da farmácia do Hospital Municipal Dom Osvaldo, coleta de lixo e limpeza urbana. Também foram restabelecidos os trabalhos de transição de gestão, com base na Resolução n. 19/2016-TCE.

Com Folha Max

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