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China monitora tarifas dos EUA e promete resposta “no momento certo”

A China declarou nesta terça-feira (24) que acompanha de perto as políticas comerciais dos Estados Unidos e decidirá “no momento oportuno” se adotará novas medidas em resposta às tarifas norte-americanas. A afirmação foi feita por uma autoridade do Ministério do Comércio após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa temporária de 15% sobre importações de todos os países.

China mantém abertura para diálogo com os Estados Unidos

De acordo com o representante do Ministério do Comércio, o governo chinês está disposto a realizar “consultas francas” durante a próxima rodada de negociações econômicas e comerciais entre os dois países. Essa será a sexta rodada de encontros formais entre Pequim e Washington.

“A China se opõe a todas as formas de medidas tarifárias unilaterais e solicita ao lado norte-americano que cancele as tarifas já impostas e evite novas medidas”, afirmou a autoridade.

Decisão de Trump vem após revogação da Suprema Corte

O novo anúncio do ex-presidente norte-americano ocorre logo após a Suprema Corte dos EUA revogar as tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que impunha uma taxa de 20% sobre importações chinesas.

Após a decisão judicial, Trump declarou que estabeleceria uma nova tarifa de 10% sobre todas as importações, com base na Seção 122 da Lei de Comércio. Pouco depois, em publicação no Truth Social, o ex-presidente anunciou o aumento da taxa para 15%.

As tarifas aplicadas sob outras legislações, como a Seção 301 e a Seção 232, continuam em vigor, mantendo parte das restrições comerciais entre os dois países.

Retaliações anteriores e suspensão das medidas chinesas

Durante os anos de escalada da guerra comercial entre as duas potências, a China respondeu com várias rodadas de contratarifas sobre produtos norte-americanos, afetando setores como commodities agrícolas e energia. Além disso, o país restringiu a exportação de minerais estratégicos e terras raras, insumos essenciais para a indústria tecnológica global.

Em novembro do ano passado, Pequim suspendeu a maior parte dessas medidas retaliatórias, após alcançar um acordo comercial parcial com Washington.

Trump planeja viagem à China para diálogo direto com Xi Jinping

O ex-presidente Donald Trump tem viagem marcada à China entre 31 de março e 2 de abril, onde deve se reunir com o presidente Xi Jinping. A visita foi anunciada pela Casa Branca pouco antes da decisão da Suprema Corte, que representou um duro golpe nas políticas comerciais de Trump e reduziu a tensão momentânea na guerra tarifária global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio