CNA Define Crédito Rural e Defesa Fitossanitária como Prioridades para Fruticultura em 2026
CNA Reúne Comissão Nacional de Fruticultura para Planejar 2026
A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na terça-feira (3) para definir as principais ações da cadeia produtiva de frutas para 2026. Entre os temas prioritários estão o ampliação do acesso ao crédito rural e o fortalecimento da defesa fitossanitária nacional.
Crédito Rural e Renegociação de Dívidas São Destaques
Durante o encontro, a comissão destacou a necessidade de criar instrumentos de mitigação de risco para reduzir taxas de juros e facilitar financiamentos aos produtores. Também foi debatida a renegociação de dívidas, especialmente em regiões afetadas por perdas decorrentes de eventos climáticos, garantindo maior segurança financeira aos fruticultores.
“A fruticultura brasileira precisa de união e ação estratégica. Com o trabalho da CNA, podemos transformar desafios em avanços concretos”, afirmou Mari Anna Batista, presidente da comissão.
Defesa Fitossanitária e Prevenção de Pragas
Outro ponto central da reunião foi o fortalecimento das ações de manejo e prevenção fitossanitária, visando evitar a entrada e disseminação de novas pragas e doenças. Os membros discutiram casos como a mosca-da-carambola e a monilíase do cacaueiro, além da preocupação com o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (R4T), que pode chegar via importações de banana do Equador.
Representantes de estados como Minas Gerais e Ceará alertaram para os impactos econômicos e produtivos em caso de contaminação das lavouras, destacando a importância de medidas preventivas e monitoramento constante.
Medidas de Importação e Controle de Produtos Estrangeiros
A comissão também tratou da suspensão temporária da importação de amêndoas fermentadas e secas da Costa do Marfim, adotada para evitar a entrada de produtos provenientes de origens não autorizadas ou que não atendam aos requisitos fitossanitários do Brasil.
Segundo Letícia Barony, assessora técnica da comissão, o levantamento e o monitoramento das situações regionais são essenciais para orientar a ação coordenada entre governos federal, estaduais e setor produtivo.
Acordo Mercosul-União Europeia e Impactos para a Fruticultura
No âmbito internacional, a assessora de Relações Internacionais, Isadora Souza, apresentou os desdobramentos do Acordo Mercosul-União Europeia, destacando oportunidades e desafios para o setor.
O tratado prevê isenção tarifária imediata para frutas como goiabas, mangas e mangostões, enquanto o abacate terá tarifa zerada em quatro anos. Para a banana, foi concedida isenção imediata para uma cota de 75 toneladas.
A Comissão afirmou que seguirá acompanhando a implementação do acordo e seus impactos na competitividade da fruticultura brasileira.
Plano de Ação 2026
Para 2026, a CNA propõe realizar levantamentos em parceria com Federações estaduais, visando identificar situações que demandem atenção e orientar ações preventivas e de contenção de pragas e doenças. O objetivo é minimizar impactos econômicos e produtivos, garantindo a proteção da cadeia frutícola nacional.
“Os desafios da fruticultura podem e devem ser enfrentados de forma sistêmica com o apoio do CNA”, reforçou o vice-presidente Fábio Regis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

