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Dia da Prematuridade marca conscientização para cuidados em partos prematuros

Vinicius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 

A chegada de um bebê costuma ser acompanhada de planos, expectativas e sonhos construídos ao longo de meses. Mas, para muitas famílias, esse percurso é interrompido. A prematuridade, realidade que atinge milhares de recém-nascidos todos os anos, impõe não apenas riscos à saúde, mas também causa um impacto emocional profundo nos pais, que precisam aprender a amar e a esperar dentro de um ritmo diferente do habitual. 
Em Cuiabá, a Lei n° 7.008/2023, de autoria do vereador Cezinha Nascimento (União Brasil) institui no calendário oficial do município, o “Dia da Prematuridade”, a ser comemorado todo  17 de novembro. A data busca a conscientização, o apoio e a informação sobre os cuidados essenciais com bebês prematuros e suas famílias.
O vereador Cezinha Nascimento contou a experiência pessoal que passou com o filho Deividy Lucas Almeida, 14 anos, que nasceu com apenas 27 semanas e 1,6 kg, e que precisou permanecer 59 dias na UTI neonatal. Segundo o parlamentar, essa vivência marcou profundamente a família e evidenciou a necessidade de ampliar a conscientização sobre os riscos da prematuridade. Ele enfatizou que muitas mães e pais desconhecem medidas preventivas e cuidados essenciais durante a gestação, e relatou que, no caso do segundo filho, a orientação médica e o acompanhamento adequado foram decisivos para evitar complicações mais graves.
Além de sensibilizar famílias, Cezinha ressaltou que a lei também busca alertar o próprio poder público. Para ele, é fundamental que o município esteja preparado para receber e acolher famílias que enfrentam a prematuridade, garantindo equipes capacitadas e suporte adequado nas unidades de saúde. 
A bancária Hemelly de Silveira, 31 anos, viu sua vida mudar neste ano, com o nascimento das filhas gêmeas prematuras, Maria Júlia e Maria Luísa, de 4 meses. Hemelly relatou que gestação já trazia risco, mas o parto acabou acontecendo ainda antes do previsto. 
“Por serem gêmeas, já sabíamos do risco de prematuridade, mas o parto acabou acontecendo ainda antes do previsto, em 32 semanas, após um quadro de pré-eclâmpsia. Passamos dias com as meninas na UTI de alto risco, uma delas por 28 dias e a outra por 17”, disse à mãe. 
Ela relembra que o período foi marcado por restrições de visitação, dificuldades para iniciar a amamentação, que só começou cinco dias do parto, e pela necessidade de acompanhamento constante devido a idade corrigida das bebês. “Foi um processo difícil, emocionalmente desgastante, mas o suporte médico e o plano de saúde foram fundamentais para superar essa fase”, afirmou. 
Para a obstetra, Isabella Garcia, a iniciativa da lei marca um avanço importante na prevenção dos casos de prematuridade. “A instituição dessa lei municipal é um grande passo para a saúde materno-infantil e para a conscientização da sociedade sobre a prematuridade, que ainda é uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil”, disse. 
A médica explica que nascer antes do tempo pode gerar complicações imediatas e duradouras, afetando a respiração, o desenvolvimento neurológico, a visão, a audição e até aumentando o risco de doenças crônicas ao longo da vida. 
“Quando o município cria uma data oficial para tratar do assunto, reforça também a importância de um pré-natal adequado, capaz de identificar fatores de risco e permitir intervenções oportunas para reduzir esses índices” finalizou.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT