Exportações brasileiras de lácteos avançam quase 30% em fevereiro, aponta boletim do IMEA
As exportações brasileiras de produtos lácteos registraram crescimento expressivo em fevereiro de 2026, impulsionadas pela maior disponibilidade de leite nas regiões produtoras e pela redução dos preços internos. O cenário aumentou a competitividade do produto brasileiro no comércio internacional.
De acordo com o boletim divulgado em 9 de março pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o Brasil embarcou 4,51 milhões de litros em equivalente leite no período, volume que representa alta de 29,99% em relação ao mês anterior.
O desempenho positivo também se refletiu no faturamento, que alcançou cerca de US$ 7,05 milhões com as vendas externas no mês.
Maior oferta e preços menores impulsionam exportações
Segundo o boletim do IMEA, dois fatores principais contribuíram para a expansão dos embarques de lácteos brasileiros em fevereiro: a maior disponibilidade de leite nas regiões produtoras e a redução dos preços no mercado interno.
Com mais produto disponível e valores mais competitivos, os lácteos brasileiros ganharam espaço no mercado internacional, favorecendo o crescimento das exportações no período.
Esse cenário ocorre em um momento de ajuste na cadeia láctea nacional, marcado por aumento da oferta e pressão sobre as margens dos produtores.
Argentina, Estados Unidos e Uruguai lideram compras
Os embarques brasileiros tiveram como principais destinos três mercados internacionais que concentraram parte significativa das vendas.
Os maiores compradores do leite brasileiro em fevereiro foram:
- Argentina
- Estados Unidos
- Uruguai
Juntos, esses países responderam por 47,73% do volume total exportado pelo Brasil no período, reforçando a importância da diversificação dos mercados compradores.
Preço do leite em Mato Grosso atinge menor nível desde 2022
Enquanto as exportações apresentaram avanço, o mercado interno segue pressionado para os produtores. Em Mato Grosso, o preço pago ao produtor foi estimado em R$ 1,76 por litro, o menor patamar registrado desde janeiro de 2022, segundo o levantamento do IMEA.
Mesmo com redução na captação de leite pelas indústrias, as cotações continuam pressionadas pela oferta disponível no mercado.
Custos de alimentação ainda pesam na produção
Outro ponto de atenção para os pecuaristas é o custo de alimentação do rebanho, que continua sendo um dos principais componentes da estrutura de custos da atividade leiteira.
Insumos como o farelo de soja seguem relevantes para a produção, exigindo maior volume de leite produzido para que o produtor consiga manter a relação de troca favorável na compra desses insumos.
Ambiente econômico também influencia o setor
Além das condições do mercado agropecuário, o ambiente macroeconômico também influencia o desempenho do setor lácteo. O Banco Central do Brasil segue monitorando a inflação e o ritmo da atividade econômica, fatores que impactam diretamente o consumo doméstico de alimentos.
Com demanda interna moderada e preços pressionados no campo, o avanço das exportações ganha importância para o equilíbrio da cadeia produtiva do leite em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

