Brasil

Feijão carioca registra preços históricos em fevereiro e feijão preto também sobe no mercado

Preços do feijão carioca atingem recorde histórico

O mercado de feijão brasileiro fechou fevereiro em forte valorização, com destaque para o feijão carioca, cujas cotações médias bateram recordes históricos na série do indicador Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.

Na última semana do mês, entre 20 e 26 de fevereiro, as negociações seguiram moderadas, concentradas principalmente na reposição do varejo, enquanto a oferta de grãos de primeira safra permaneceu limitada, sustentando o movimento de alta.

Em regiões produtoras de Minas Gerais e Goiás, chuvas durante a colheita comprometeram a qualidade e reduziram a disponibilidade de lotes de padrão superior (nota 9 ou acima). Entre 20 e 27 de fevereiro, os preços subiram de forma generalizada, com alta de 9,40% em Curitiba e 8,18% em Itapeva, refletindo a maior disputa por grãos de melhor qualidade.

O preço médio do carioca acumulou alta de 29,3% de janeiro para fevereiro, superando os valores de maio de 2025 e estabelecendo novo recorde nominal para o indicador.

Valorização também atinge grãos de notas 8 e 8,5

Os lotes de notas 8 e 8,5 também registraram forte valorização, impulsionados por características como coloração clara e escurecimento lento. Em Itapeva, os preços avançaram mais de 9% na semana analisada, enquanto Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso mantiveram cotações firmes.

Segundo o Cepea/CNA, o aumento mensal próximo de 26% em 2026 contrasta com o comportamento do mesmo período de 2025, quando houve leve recuo entre janeiro e fevereiro, reforçando o viés altista iniciado no início do ano.

Feijão preto também registra valorização significativa

O feijão preto apresentou uma demanda mais comedida devido aos estoques já formados. Mesmo assim, a preferência por lotes mais recentes manteve os preços firmes. Entre 20 e 27 de fevereiro, as cotações subiram:

  • Itapeva: +3,97%
  • Curitiba: +2,37%
  • Metade Sul do Paraná: +1,52%
  • Oeste Catarinense: +0,66%

No acumulado do mês, os preços do feijão preto avançaram 15,2%, revertendo a queda registrada no mesmo período do ano passado e atingindo os maiores patamares desde janeiro de 2025.

Fatores que sustentam a alta: oferta restrita e impactos climáticos

Segundo Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, a valorização dos preços em fevereiro é resultado da combinação de oferta limitada e demanda ativa, principalmente por grãos de qualidade superior.

“A redução da produção no Sul e os impactos climáticos sobre a colheita limitaram a disponibilidade no mercado. Mesmo com liquidez moderada no final do mês, o patamar atual de preços indica um mercado ajustado, sensível ao ritmo da segunda safra e às condições climáticas nas próximas semanas”, afirma Pereira.

O cenário indica que a volatilidade deve permanecer nos próximos meses, com os preços do feijão acompanhando a dinâmica da oferta e a qualidade dos lotes disponíveis no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio