IPCF sobe em fevereiro e encerra mês em 1,28
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou alta em fevereiro, fechando o mês em 1,28, contra 1,20 em janeiro. O aumento reflete a combinação de movimentos nos preços de fertilizantes e a valorização do dólar frente ao real, impactando a relação de troca entre insumos e commodities agrícolas no Brasil.
Preços de fertilizantes e câmbio influenciam o IPCF
Entre os principais fertilizantes negociados internacionalmente, ureia, fosfato monoamônico (MAP), superfosfato simples (SSP) e cloreto de potássio (KCl) passaram por ajustes de preços ao longo de fevereiro. O dólar apresentou variação próxima a 3% frente ao real, em cenário marcado pela manutenção da taxa de juros elevada no Brasil.
Oferta global restrita mantém preços pressionados
O mercado internacional de fertilizantes segue em oferta limitada em algumas origens, com estoques ajustados e demanda ativa em várias regiões. Tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, continuam a influenciar o abastecimento global.
Commodities agrícolas apresentam desempenho misto
Entre as commodities monitoradas pelo índice:
- Cana-de-açúcar e algodão registraram valorização em fevereiro.
- Soja teve queda, acompanhando o avanço da colheita no Brasil e a expectativa de safra elevada.
- Milho apresentou ajustes no preço devido ao início do plantio da segunda safra, atrasado em algumas regiões.
No Brasil, a evolução da colheita da soja e da implantação da safrinha segue como fator importante na formação do índice no curto prazo.
O que é o IPCF
Divulgado mensalmente pela Mosaic, o IPCF mede a relação entre preços de fertilizantes e commodities agrícolas, tomando como referência o ano de 2017. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca, indicando maior poder de compra do agricultor. O cálculo considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.
Metodologia do índice
- Fertilizantes: preços obtidos pela consultoria internacional CRU, nos portos brasileiros, incluindo MAP, SSP, ureia e KCl, ponderados pelo uso no país.
- Commodities: preços calculados em dólar, com base na média do mercado brasileiro e nas publicações da Agência Estado e do CEPEA, ponderados pelo consumo de fertilizantes.
- Câmbio: influencia o índice com peso de 70% para fertilizantes (custo) e 85% para commodities (receita).
Culturas analisadas
O índice considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão.
Dados referentes a fevereiro de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

