Número de novos casos de hanseníase diminui em Lucas do Rio Verde
Lucas do Rio Verde registrou em 2025, 92 novos casos de hanseníase, os dados são da Vigilância em Saúde do município. Na comparação com o ano anterior, a redução foi de cerca de 35%, 48 casos a menos.
Em relação ao tratamento, ofertado gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o relatório aponta que 93% dos pacientes diagnosticados, em 2024, foram curados.
A supervisora da Atenção Primária à Saúde Gabrielle Vidal ressalta que os resultados positivos refletem o trabalho e a dedicação das equipes das unidades básicas e do Serviço de Atendimento Especializado (SAE).
“O diagnóstico e tratamento da hanseníase é realizado pelos médicos e enfermeiros das UBSs. Somente os casos mais graves, são encaminhados ao SAE”.
No ano passado, a Secretaria de Saúde elaborou o Protocolo Municipal de Hanseníase e criou o Ambulatório, específico para o tratamento dos casos mais graves.
O documento tem como objetivo, orientar e direcionar a conduta dos profissionais de saúde. A proposta é trabalhar o diagnóstico precoce, a busca ativa e a importância do tratamento da doença.
Segundo a supervisora, com a criação do Ambulatório de Hanseníase, os casos de maior complexidade, que antes eram encaminhados para Cuiabá, agora são atendidos no município.
Atualmente, Lucas do Rio Verde conta com 101 pacientes em acompanhamento, mas estima-se que o número de casos seja maior, devido a falta de diagnóstico.
“A hanseníase é uma doença silenciosa, por isso a importância do diagnóstico precoce, para que seja iniciado o tratamento e evitar as complicações e a transmissão da doença”.
Hanseníase
Também conhecida como lepra ou Mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae.
A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais de uma pessoa não tratada.
O paciente em tratamento ou que já teve alta, não transmite mais doença, nem mesmo por meio do compartilhamento de objetos.
A transmissão geralmente requer contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada.
Entre os principais sintomas estão, o aparecimento de manchas na pele (manchas claras ou avermelhadas), com a perda da sensibilidade em relação ao calor, frio, dor e tato, redução dos pelos e suor e comprometimento dos nervos periféricos.
O diagnóstico é realizado por meio do exame físico geral dermatológico e neurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos.
A hanseníase tem tratamento disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

