Brasil

Paraná amplia liderança na exportação de suínos de raça e avança na colheita de soja

O Paraná consolida sua posição como referência nacional em genética suína e produtividade agrícola. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o estado liderou em 2025 a exportação de suínos de alto valor genético e segue avançando na colheita de soja, com resultados que reforçam a força do agronegócio paranaense.

Paraná domina exportação de suínos de alto valor genético

De acordo com o boletim conjuntural divulgado pelo Deral, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional de exportação de suínos reprodutores de raça pura, somando US$ 1,087 milhão em 2025. O Paraguai foi o principal destino das vendas, seguido por Argentina, Uruguai e Bolívia.

A médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz, explica que o resultado reflete o alto padrão sanitário e o investimento em tecnologia genética do rebanho paranaense.

“Essa escolha pelo Paraná mostra, mais uma vez, que o Estado tem genética de ponta e sanidade do rebanho”, afirma Marcenovicz.

O desempenho confirma a posição do Paraná como polo exportador de genética suína e referência em sanidade animal no país.

Carne bovina mantém ritmo forte e cota chinesa preocupa

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 258,94 mil toneladas em janeiro, aumento superior a 25% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Contudo, o setor acompanha com atenção o uso da cota de importação chinesa, limitada a 1,1 milhão de toneladas anuais — mais de 10% desse volume já foi utilizado apenas no primeiro mês de 2026.

Internamente, a valorização da carne também chama atenção. Segundo o Deral, a maioria dos cortes bovinos subiu de preço, com destaque para o filé mignon, que acumula alta de 17% em um ano.

Avicultura mantém margens positivas com queda nos custos

Na avicultura de corte, o cenário é favorável aos produtores. O custo médio de produção do frango vivo fechou 2025 em R$ 4,65/kg, uma redução de 2,9% frente ao ano anterior, impulsionada pela queda de quase 9% nos preços da ração.

O preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 4,92/kg, garantindo uma margem positiva de 4,2% sobre o custo. O desempenho reforça a competitividade do Paraná, líder nas exportações brasileiras de carne de frango.

Colheita de soja atinge 37% e confirma projeção de safra

No setor de grãos, a soja segue com bom desempenho. A colheita atingiu 37% dos 5,77 milhões de hectares plantados, mantendo a estimativa de 22,12 milhões de toneladas para a safra 2025/26. O avanço está dentro da média histórica e assegura o cronograma para o plantio do milho segunda safra, reduzindo riscos climáticos.

A manutenção da projeção traz segurança ao setor produtivo, consolidando o Paraná como um dos principais estados produtores da oleaginosa no país.

Milho ganha área e fortalece cadeia de proteína animal

A produção total de milho no estado deve alcançar 21,1 milhões de toneladas nas duas safras. A primeira safra já tem 42% da área colhida, e o plantio da segunda safra atingiu 45% dos 2,86 milhões de hectares previstos.

Segundo o analista do Deral, Edmar Gervasio, houve uma recuperação expressiva de área nesta temporada:

“Tivemos uma alta de mais de 20% na área plantada. Há muito tempo não se via isso. O milho ganhou espaço, principalmente na primeira safra, e a produtividade está muito boa. Devemos colher cerca de 3,6 milhões de toneladas, podendo melhorar ainda mais”, explicou.

A ampliação do cultivo garante o abastecimento da cadeia de proteína animal e reforça a importância estratégica do cereal na economia paranaense.

Feijão tem retração de área, mas preços se mantêm firmes

Diferente da estabilidade da soja e do milho, o feijão apresenta retração na área cultivada da segunda safra em relação ao ano anterior. Segundo o analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, a redução reflete a cautela do produtor, que busca culturas com custos de manejo mais previsíveis.

“Para o produtor, o cenário é de preços firmes, o que pode compensar o menor volume colhido. Já para o consumidor, a alta é gradual e o varejo ainda possui estoques que amenizam o repasse”, explica Godinho.

O feijão preto, destaca o Deral, ainda apresenta valores mais acessíveis que no mesmo período do ano passado, o que reforça a importância da pesquisa de preços pelo consumidor.

Tomate volta a subir, mas deve se estabilizar nos próximos meses

O mercado do tomate passa por um momento típico de transição entre safras. Com 78% da primeira safra colhida, os preços ao consumidor subiram 44% em janeiro frente a dezembro, mas o atacado já sinaliza recuo de 40% em fevereiro na Ceasa de Curitiba.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, o movimento é sazonal e deve se estabilizar a partir de abril, com o início da colheita da segunda safra.

“Mesmo com oscilações, o mercado se autorregula. A produção paranaense está boa e os rendimentos satisfatórios”, avaliou Andrade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio