Rede de sementes mobiliza R$ 921 mil e fortalece restauração ambiental na bacia do Taquari
Projeto conecta restauração ambiental e inclusão social
O Instituto Taquari Vivo (ITV) destinou R$ 921 mil para aquisição de sementes nativas com o objetivo de restaurar a bacia do Rio Taquari, em Mato Grosso do Sul. O recurso beneficiou 449 coletores de comunidades quilombolas, indígenas e assentadas, destacando o protagonismo de populações tradicionais na conservação ambiental.
O Projeto Rede de Sementes Flor do Cerrado promove inclusão social, valorização do conhecimento tradicional e desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que fortalece a cadeia de restauração ecológica.
Diversidade de espécies e volume expressivo de sementes
A iniciativa possibilitou a compra e venda de 16 toneladas de sementes nativas, reunindo 148 espécies diferentes, utilizadas em ações de recuperação ambiental em áreas estratégicas da bacia do Rio Taquari.
Mais de 10 comunidades foram beneficiadas, consolidando o projeto como modelo que integra economia da sociobiodiversidade e fortalecimento comunitário.
Renato Roscoe, diretor-executivo do ITV, afirma:
“Quando falamos em restauração ambiental, estamos falando também de pessoas. Garantir renda, respeito e dignidade aos coletores é tão importante quanto recuperar áreas degradadas.”
Início da restauração no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari
Em 2025, foi implantado um plantio de 40 hectares no Núcleo São Thomaz, dentro do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, entre os municípios de Costa Rica e Alcinópolis (MS).
A ação utilizou 4 toneladas de sementes nativas e marca o início de um plano de restauração que deve atingir aproximadamente 378 hectares nos próximos anos.
A recuperação dessas áreas é estratégica para:
- Proteção das nascentes do Rio Taquari
- Redução da erosão do solo
Melhoria da qualidade da água, beneficiando diretamente o Pantanal, um dos biomas mais importantes do planeta.
Parcerias fortalecem a iniciativa
Além do ITV, a Associação para a Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP) atua na estruturação da rede. O projeto também recebeu apoio da WWF Brasil nos últimos três anos.
Empresas e instituições que contribuíram para a iniciativa incluem:
- Suzano
- TTG Brasil
- Bank of America
- Projeto Floresta Viva, gerido pelo Funbio e patrocinado por Petrobras, BNDES e KfW
O modelo evidencia que restauração ambiental, valorização das comunidades locais e desenvolvimento sustentável podem caminhar de forma integrada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

