Safra de Milho 2025/26 Avança no Sul com Mercado Enxuto e Pressões Externas
A colheita da safra 2025/26 de milho no Brasil segue em ritmo desigual entre os estados produtores, enquanto o mercado interno mantém baixa liquidez e as cotações internacionais refletem expectativas externas, especialmente nos Estados Unidos.
Rio Grande do Sul lidera avanço da colheita
No Rio Grande do Sul, cerca de 58% da área total foi colhida, segundo informações da Emater. A produtividade nas áreas já colhidas está próxima do esperado, mas lavouras remanescentes enfrentam irregularidade de chuvas e déficit hídrico em fases críticas. A área plantada permanece em 785 mil hectares, com média de 7,37 toneladas por hectare, e o plantio está praticamente concluído, atingindo 99% da área.
No mercado físico, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 72,00 por saca, e o preço médio estadual recuou 0,89%, para R$ 58,81 por saca.
Situação em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul
Em Santa Catarina, apenas 16% da área foi colhida, ritmo inferior ao histórico, com preços pedidos pelos produtores em torno de R$ 75,00 e ofertas em R$ 65,00.
No Paraná, a primeira safra registra 18% da área colhida, abaixo das médias anteriores, enquanto a segunda safra alcança 22% de semeadura. Já no Mato Grosso do Sul, a safrinha cobre 14% da área, com preços entre R$ 53,00 e R$ 55,00 por saca, em cenário de oferta elevada e demanda cautelosa.
Mercado internacional e influência do USDA
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho iniciaram a sexta-feira levemente positivos, reagindo a projeções do USDA de redução na área plantada nos Estados Unidos na safra 2026/27. O vencimento março/26 era cotado a US$ 4,27 por bushel, com alta de 1,25 ponto, e os contratos de maio e julho também registraram elevação.
Mercado interno mantém baixa liquidez
Na B3, o pregão abriu em campo misto, com os principais vencimentos flutuando entre R$ 68,17 e R$ 71,49 por saca. Apesar de pequenas altas em alguns contratos futuros, o mercado físico permanece restrito, com produtores reduzindo ofertas e compradores ajustando cotações frente à menor disponibilidade.
Dados do Cepea apontam que a retração de oferta no mercado spot sustenta ligeira valorização em algumas regiões, mas negociações seguem lentas e com volumes pontuais.
Impacto da economia e papel do Banco Central
O Banco Central do Brasil (BCB) acompanha o cenário macroeconômico que influencia o agronegócio, incluindo taxas de juros, inflação e expectativa de crescimento. O Relatório de Mercado Focus indica tendências de Selic, inflação e PIB que impactam o custo de produção e o fluxo de capital para produtores e tradings. O BCB também monitora como choques de preços das commodities, como milho e soja, podem afetar crédito e câmbio, orientando decisões do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

