Sanidade animal ganha papel estratégico no avanço da aquicultura brasileira
Comemorado em 20 de março, o Dia Nacional da Aquicultura destaca a relevância de um dos segmentos que mais crescem no agronegócio brasileiro. Nesse cenário, especialistas apontam que a sanidade animal é um dos pilares fundamentais para garantir produtividade, previsibilidade e sustentabilidade na produção de peixes, especialmente na tilapicultura, principal atividade aquícola do país.
A Zoetis, empresa global de saúde animal, reforça que estratégias integradas de controle sanitário são essenciais para reduzir riscos de doenças, melhorar o desempenho produtivo e fortalecer a competitividade da cadeia aquícola no Brasil.
Produção de peixes no Brasil supera 1 milhão de toneladas
Dados do Anuário da Piscicultura 2026, divulgado pela Peixe BR, indicam que o Brasil produziu 1.011.540 toneladas de peixes de cultivo em 2025, superando pela primeira vez a marca histórica de 1 milhão de toneladas.
A tilápia permanece como a espécie mais produzida no país, com 707.495 toneladas, o que representa cerca de 70% da produção nacional. O desempenho consolida a importância econômica da atividade e reforça seu papel na segurança alimentar e no fortalecimento da cadeia produtiva da aquicultura.
Intensificação produtiva aumenta pressão sanitária
O crescimento da piscicultura brasileira vem acompanhado de maior intensificação dos sistemas de produção e profissionalização da atividade.
Em 2025, o setor registrou aumento na incidência de enfermidades bacterianas e virais na tilapicultura, cenário que exige maior atenção ao manejo sanitário.
Com o avanço da tecnificação e o aumento da densidade de cultivo, o controle de doenças torna-se um fator decisivo para evitar perdas produtivas e garantir estabilidade econômica para os produtores.
“As doenças na tilapicultura, e na aquicultura como um todo, afetam diretamente a produtividade e a estabilidade do negócio. Quando falamos em sanidade, estamos falando de gestão de risco, eficiência produtiva e equilíbrio da atividade”, afirma Danielle Damasceno, gerente técnica e comercial de Aquicultura da Zoetis Brasil.
Prevenção e biosseguridade ganham protagonismo no manejo
Diante desse cenário, especialistas apontam que estratégias preventivas devem ocupar posição central no manejo da produção aquícola.
Entre as práticas consideradas essenciais estão:
- adoção de boas práticas de manejo
- implementação de protocolos de biosseguridade
- programas de vacinação para prevenção de enfermidades
Essas medidas contribuem para reduzir perdas ao longo do ciclo produtivo e aumentar a previsibilidade da produção, fatores fundamentais para a sustentabilidade do setor.
Tecnologias e vacinação fortalecem programas sanitários
No Brasil, a Zoetis disponibiliza soluções voltadas ao fortalecimento dos programas de saúde animal na aquicultura. Entre elas está a vacina AlphaJect®, indicada para auxiliar no controle de enfermidades bacterianas em tilápias e reforçar estratégias preventivas nas propriedades.
A empresa também oferece a Fishteq NFT25, uma vacinadora semiautomática que contribui para padronizar o processo de vacinação, aumentar a eficiência operacional e ampliar a biosseguridade nas granjas aquícolas.
Segundo Danielle Damasceno, a adoção de medidas preventivas representa um investimento estratégico para a atividade.
“Produzir com mais cuidados de sanidade significa produzir melhor. A prevenção deve estar no centro da estratégia. A vacinação, quando bem planejada e executada, contribui para a estabilidade produtiva e para a sustentabilidade da atividade no longo prazo”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

